Novidades na BMAC

 mês de maio 2018



No limite da Dor de Ana Aranha e Carlos Ademar
SINOPSE
Quarenta anos depois do 25 de Abril, os antigos presos políticos falam da sua passagem pelas cadeias do Estado Novo. Num exercício muitas vezes doloroso, resgatam um passado violento do fundo das suas memórias que se traduz em testemunhos intensos, amargurados ou tranquilos, ressentidos ou indultados.
Baseado no celebrado programa homónimo da Antena 1, No Limite da Dor é um tributo à coragem de todos os lutadores, humilhados e torturados, cujo corpo e alma foram reduzidos à sua expressão mais primária, vítimas da barbárie das polícias de Salazar.
Testemunhos inéditos de ex-presos políticos, como Fernando Rosas, Edmundo Pedro, Conceição Matos, Helena Pato, Joaquim Monteiro Matias, José Pedro Soares, Justino Pinto de Andrade ou Luís Moita, entre muitos outros.
A Duquesa Acidental: O Quarteto Fairbourne - Volume IV de Madeline Hunter
SINOPSE
Lady Lydia Alfreton esconde um segredo: um manuscrito escandaloso, escrito por ela, e que a arruinaria se se tornasse público.
Por azar, este texto proibido vai parar às mãos erradas, e Lydia torna-se alvo de um chantagista sem escrúpulos. Menos secreto é o seu pequeno (e único) vício. Pois Lydia é presença constante nas mesas de jogo da sociedade inglesa. Mas talvez resida aqui a solução para o problema… Desesperada, a jovem decide aceitar uma velha aposta que o arrogante duque de Penthurst lhe propôs. Se ganhar, vai poder pagar ao chantagista. Se perder, a sua inocência pertencerá a Penthurst, um homem a quem odeia profundamente...
Lydia está confiante, porque tem tido sempre sorte. Mas desta vez a Fortuna parece querer atraiçoá-la, pois perde a aposta. Agora, para além do chantagista, tem de lidar também com os avanços de um perigoso duque que está disposto a tudo para a ter como sua duquesa...

O Homem de Plasticina de Manuel Manzano
SINOPSE
No regresso da estranha dupla de investigadores, uma nova aventura começa quando Nicodemo, de serviço no Zoo de Barcelona, é alvejado por um chimpanzé com uma arma abandonada no fosso dos macacos. As actividades e ocorrências suspeitas no Zoo despertam a atenção do detective Boris Fuensanta para as estranhas experiências que o veterinário residente tem vindo a desenvolver. A partir desse ponto as confusões e as gargalhadas não largam o leitor.

Testemunhas da Guerra: As Crianças no Regime Nazi de Nicholas Stargardt
SINOPSE
«Testemunhas da Guerra» é o primeiro estudo sobre o modo como as crianças, «instrumentos-chave» dos planos raciais nazis, viveram a Segunda Guerra Mundial. Elas foram presas fáceis dos bombardeamentos, da guerra mecanizada, das políticas de fome, das fugas em massa e dos genocídios. Mas também participaram de forma activa no conflito, passando comida clandestinamente, colaborando com o mercado negro e cuidando de pais e irmãos doentes. À medida que iam absorvendo a nova realidade brutal da ocupação alemã, nas suas brincadeiras, rapazinhos polacos faziam de interrogadores da Gestapo e crianças judias de guardas dos guetos ou de oficiais da SS. A poucos dias da rendição da Alemanha, crianças alemãs brincavam aos soldados russos.
Baseando-se numa vasta panóplia de novas fontes - desde ficheiros dos serviços sociais e médicos até diários privados, cartas e desenhos -, Nicholas Stargardt evoca perspectivas opostas e experiências contrastantes daqueles que se viram lançados no novo império colonial do Terceiro Reich. Crianças alemãs e judias, polacas e checoslovacas, ciganas e deficientes seriam separadas, por grupos raciais, entre aquelas que podiam mandar e as que estavam destinadas a servir; em última análise, entre aquelas que viveriam e as que estavam destinadas a servir; em última análise, entre aquelas que viveriam e as que morreriam.
«Testemunhas da Guerra», segundo Ian Kershaw, «é um trabalho inteiramente original, uma investigação profunda traduzida em belíssima prosa. Nick Stargardt conta-nos a devastadora e comovente experiência das crianças durante a época nazi.»

Quem Disse Que Era Fácil? Os caminhos de António Costa para chegar ao poder de Bernardo Ferrão e Cristina Figueiredo
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O modo como António Costa avançou para a liderança do PS, em maio de 2014, quebrando um ciclo que em condições normais só deveria terminar com as legislativas de 2015, dividiu opiniões. Foi aplaudido pelos seus apoiantes «já não era sem tempo»), condenado pelos seus opositores («chegou ao poder através de um golpe de Estado»).
Mas depois de desencadeado o processo já não teve volta: Costa encarnava a esperança, trazia um novo fôlego a um PS pouco entusiasmado com António José Seguro. E essa aura «salvífica» elegeu-o candidato a primeiro-ministro, num inédito processo de primárias, com os votos de mais de 120 mil militantes e simpatizantes - número nunca antes visto numa eleição partidária.
Uma vez secretário-geral do PS, porém, o que se seguiu não foi o esperado «vini, vidi, vici». Teve de superar a detenção de José Sócrates, ultrapassar os contratempos na gestão de Lisboa (nos meses em que acumulou a presidência da Câmara com a chefia do partido), fazer orelhas moucas aos que lhe criticavam a demora em apresentar propostas, lidar com o agravamento da crise grega e, depois do entusiasmo inicial com a vitória do Syriza, constatar que a rebeldia na Europa não paga dívidas. Tudo isto acompanhado por uma estratégia de comunicação anacrónica e pouco eficaz. Quem disse que era fácil?

Somos todos um Bocado Ciganos de Manuel Jorge Marmelo
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O Grande Circo Romani não é como os outros. Os artistas vivem precariamente em rulotes e desdobram-se em diferentes personagens, como noutro circo qualquer. São palhaços e acrobatas, mágicos e domadores de animais. A coincidência de um brutal acidente e de um crime tenebroso que tem por vítima Pavarotti, o burro cantor, dá início a uma incursão pelas peculiares figuras deste circo familiar e pelas desconcertantes impressões de um adolescente um bocado cigano, e por isso estigmatizado. Ele sonha vir a ter uma mota para fazer o número do poço da morte, espia o corpo nu da trapezista e anseia pela chegada do dia em que será capaz de fazer gemer as mulheres - como um homem a sério.

O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo de Haruki Murakami; Tradução: Maria João Lourenço e Maria João da Rocha Afonso
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Para se deslocar ao laboratório de um velho professor com fama de homem da Renascença do nosso tempo, um técnico informático apanha um elevador, lento ao ponto de uma pessoa não saber se está a subir ou a descer. À chegada, é recebido por uma jovem bonita e rechonchuda. O programador segue atrás da mulher vestida de cor-de-rosa por corredores que nunca mais acabam e por caminhos subterrâneos, aspirando profundamente a fragrância de melão que a nuca dela exala. No entanto, nem sequer ouve o rumor da respiração e é como se as palavras que lhe saem da boca chegassem aos seus ouvidos através de uma espessa parede de vidro. Às tantas, parece-lhe que a jovem de formas arredondadas terá dito qualquer coisa como «Marcel Proust». Marcel Proust? Bem-vindos ao impiedoso país das maravilhas.
 Numa pequena e fantasmagórica cidade, rodeada por uma muralha que a separa do resto do mundo, vivem seres humanos privados da sombra e dos sentimentos. Habituados desde há muito a conviver tranquilamente com a ausência de emoções, todos se mostram satisfeitos e em paz. Ninguém envelhece, ninguém morre. A que se deve tal proeza? Aparentemente, ao facto de não terem coração. Com efeito, as pessoas deixam de ter sombra mal passam a viver dentro das muralhas. A esta cidade nos confins do mundo chega um jovem de trinta e cinco anos, que tem por missão ler «os velhos sonhos» nos crânios dos unicórnios. Com a ajuda da bibliotecária, que revela um apetite prodigioso até dizer basta, o programador propõe-se recolher recordações e fragmentos de outras vidas, pertencente a uma outra possível dimensão.